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Sucesso na Reatech 2013 evidencia amadurecimento da Mais Diferenças

A participação da Mais Diferenças (MD) na Reatech deste ano evidenciou o processo de amadurecimento e inovação que a organização tem passado desde sua fundação. Na XII edição da Feira Internacional de Tecnologias em Reabilitação, Inclusão e Acessibilidade, a MD atraiu para seu estande cerca de 1.800 visitantes. Com um estande maior, a organização pôde apresentar ao público diversas ações e projetos que desenvolve. Em 156 metros quadrados de área dividiram-se o espaço de atendimento aos visitantes; o túnel sensorial Passagem, fruto da parceria da MD com a empresa Talento Incluir; a sala do Cinema Inclusão, onde também eram realizadas rodas de conversa; o estúdio do projeto Musicais Diferenças; e o estande e a exposição fotográfica “Quem Não É Visto Não É Lembrado” em comemoração aos dez anos do parceiro de longa data Movimento SuperAção. As ações chamaram a atenção por sua originalidade e pela contribuição para equiparação de oportunidades e inclusão das pessoas com deficiência.


“O sucesso do estande vem coroar um processo de amadurecimento de nossa participação na Reatech. Desde a fundação, percebemos uma receptividade crescente por nossos projetos. As pessoas notam a importância, querem saber mais, e participar”, afirma o coordenador-geral da Mais Diferenças, Luís Henrique Mauch. Num sinal de reconhecimento do trabalho e do interesse que desperta no público, o Grupo Cipa Fiera Milano, que organiza a feira, fortaleceu a parceira com a MD neste ano.


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“É um casamento muito feliz! A Reatech cresce e se consolida cada vez mais, ao passo que nós, da Mais Diferenças, ampliamos nossas ações. As trocas – de informações, contatos, situação das políticas de inclusão no país, etc – configuram um processo muito rico para todos”, comemora o coordenador de gestão da organização, Henrique Zanoni. Durante os quatro dias de feira, governos e organizações de todo o país mostraram interesse em conhecer e levar o trabalho da MD para suas localidades. “Nosso modelo de atuação permite que façamos projetos diversificados para diferentes demandas e realidades”, acrescenta.


Tecnologia – Expositores nacionais e estrangeiros – que, segundo o Grupo Cipa Fiera Milano, bateram recorde de participação em 2013 – levaram para a XII Reatech centenas de produtos e serviços voltados às pessoas com deficiência. Traço comum a boa parte deles foi a aposta na tecnologia – e com a MD não foi diferente. “Fizemos parcerias com organizações da Inglaterra e da Espanha para avançar ainda mais em cultura inclusiva por meio do uso de ferramentas tecnológicas”, destaca Luís Mauch.


Cinema e música – De Madri, a MD trouxe o WhatsCine. Trata-se de um sistema para equipar salas de cinema que transmite recursos audiovisuais acessíveis – audiodescrições, subtitulações, janelas de LIBRAS, etc – para smartphones e tablets. “Essa tecnologia possibilitará que as salas de cinema possam, de fato, ser inclusivas e que todos consigam usufruir dos filmes. Essa é uma ferramenta que tem como premissas para implementação o ganho de escala e o baixo custo”, explica o coordenador-geral.


De Bristol, na Inglaterra, a MD trouxe Tecnologia Assistiva voltada à música. O fechamento de uma parceria entre a organização e o centro Drake Music permitiu levar à Reatech soluções variadas para inclusão de pessoas com deficiência.


Ben Glass, professor associado da Drake que participou do estande da MD neste ano, é um defensor do uso de todo tipo de solução para derrubar barreiras ao universo musical. Essa flexibilidade é relevante porque torna a música acessível mesmo nos casos onde não há abundância de recursos financeiros, já que muitos softwares e equipamentos são gratuitos ou possuem baixo valor de licenciamento. “O trabalho que o projeto Musicais Diferenças e a Drake Music tem realizado mostra que, mesmo com baixo orçamento, podemos fazer com que a música esteja verdadeiramente ao alcance de todos”, explica Glass. “Talvez a maior barreira de acessibilidade enfrentada por músicos com deficiência seja justamente a concepção da sociedade do que é ou não é fisicamente possível”, acrescenta.


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Vivência – Como parte do projeto Musicais Diferenças na Reatech, aconteceu no sábado uma apresentação musical com artistas brasileiros e britânicas. O show reuniu no palco principal da Reatech o rapper Billy Saga, que é consultor da Mais Diferenças e presidente do Movimento SuperAção; o músico inglês Ben Glass, da Drake; a cantora cega Sara Bentes; o baixista Márcio Guimarães; o sambista e consultor da MD, Laerte Fernandes; entre outros. A apresentação teve canções de Saga como “Além da Lenda” e “Abelha Africana” e, claro, seus famosos improvisos.


Um dos momentos mais marcantes foi a exibição de uma entrevista realizada por Glass, no Reino Unido, com a virtuosa percussionista surda Evelyn Glinnie. Ela elogiou o projeto Musicais Diferenças, falou de seu processo e evolução, e da crença de que muitos projetos com músicos de todo o mundo, com e sem deficiência, ocorrerão graças ao uso da tecnologia. Aos brasileiros que ainda buscam uma educação de qualidade e para todos, inclusive musical, a escocesa mandou um recado. “Vocês devem buscar com todas as forças e toda a confiança o que almejam”, declarou.


Outra ação de grande sucesso foi o túnel sensorial. O projeto intitulado “Passagem, Experiência com Sentido” – desenvolvido pela MD e pela empresa Talento Incluir – arrastou uma multidão para o estande durante a feira. Ao longo de cada dia, havia sempre uma fila de pessoas à espera da vivência. “Além de aguçar os cinco sentidos do ser humano, o túnel mexeu com imaginação das pessoas, trazendo reações únicas, bem como recordações pra lá de curiosas”, relata Fernando Vigui, consultor da Talento Incluir. “Fomos surpreendidos com sentimentos como incerteza, alegria, medo, prazer, incômodo, paz, etc”, acrescenta.


A MD demonstrou em seu estande uma pequena amostra de seu trabalho. Graças à sua equipe interdisciplinar de pessoas com e sem deficiência, a organização se firmou, nos últimos anos, como importante parceira de governos na assessoria para elaboração e implementação de políticas públicas em educação e cultura inclusivas – com competência técnica, capacidade de gestão de projetos, articulação institucional e militância. Este mesmo expertise também vem ajudando empresas e outras organizações a atuar no segmento.

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