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MD lança "O Público e o Comum" com roda de conversa em São Paulo

No último domingo (09), o Laboratório Mais Diferenças promoveu o lançamento do livro “O Público e o Comum”, o primeiro de seus cadernos de arte, cultura e educação inclusivas. O evento na Biblioteca Villa-Lobos, em São Paulo, teve roda de conversa e presença de representantes da Secretaria de Estado da Cultura, que apoiou a produção do livro.
 

O debate contou com a presença do filósofo Jorge Larrosa e demais autores. Carla Mauch, coordenadora da MD, abriu o evento ressaltando a participação coletiva na produção da obra. “Só conseguimos fazer este trabalho porque temos pessoas com deficiência junto com a gente, pensando em como podemos ter o teatro para todos, o livro para todos. O mais importante para nós é que este para todos muda completamente a lógica do pensar. Nós invertemos a lógica, colocamos o livro ou a peça de teatro no meio da roda, e a partir daí pensamos o que fazer para que isto seja para todos”, explica.
 

A presença de pessoas com deficiência foi fundamental, por exemplo, em uma situação citada por Guacyara Labonia, também da MD. Ela relembra a produção de acessibilidade de três livros infantis em janeiro, fruto de um trabalho conjunto entre intérpretes, surdos e profissionais da Mais Diferenças. Os alunos ficaram maravilhados. “Quando eles olham e veem um livro, com o professor deles fazendo Libras para eles… Aquilo é mágico, é a coisa mais linda, um efeito incrível”, relata.
 

Nos últimos minutos de conversa, Jorge Larrosa citou o professor Jan Masschelein, também um parceiro do LMD, para refletir sobre a educação para todos. “Ele [Masschelein] ousou formular que a utopia pedagógica seria a crença de que qualquer um pode aprender qualquer coisa. Isso naturalmente não é verdade, mas os pedagogos sempre toparam com um muro”, começa o filósofo, construindo a alegoria. “Este muro era a ideia de que algumas crianças não poderiam aprender por serem pobres, filhos de alcoólicos ou ter deficiência; então os verdadeiros pedagogos, inventivos, ficam tentando fazer buracos neste muro. Assim demonstram, uma e outra vez, que estes muros não são limites e podem ser modificados na prática”, conclui.
 

É justamente para encher este muro de buracos que a Mais Diferenças lança o livro “O Público e o Comum”. Nele discute-se o universo da acessibilidade cultural, mas não só isso. Para além da experiência da MD com artes visuais, cinema, dança e teatro, a obra indica a substituição do “e também…” pelo “para todos” nos discursos, políticas e práticas em relação às pessoas com deficiência. Não basta, por exemplo, um espaço para videntes e ouvintes “e também” para as pessoas com deficiência. É preciso que os espaços sejam “para todos”.
 

Os exemplares impressos de “O Público e o Comum” estão à venda no site do livro, neste link: bit.ly/LMDvendas. Além disso, convidamos os leitores a participar do fórum de discussões sobre acessibilidade cultural, que em alguns dias estará na página do Facebook da obra.

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