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Reatech 2013 termina com novo recorde de público

A 12ª edição da Reatech, Feira Internacional de Tecnologias em Reabilitação, Inclusão e Acessibilidade, realizada entre 18 e 21 de abril, registrou novo recorde de público. Neste ano, nada menos que 50 mil pessoas – expositores, profissionais de saúde e educação, além de muitos visitantes com e sem deficiência – lotaram o Centro de Convenções Imigrantes.

A movimentação recorde implicou uma alta de 4% ante a verificada em 2012. Segundo o Grupo Cipa Fiera Milano, que organiza o evento, o ano passado já tinha sido muito bom, pois representou uma mudança de patamar. A Reatech de 2011 se encerrara com pouco mais de 30 mil visitantes.

Para fazer um balanço completo da feira deste ano, a Mais Diferenças entrevistou Malu Sevieri, diretora de marketing do Grupo Cipa – empresa que organiza não apenas a Reatech Brasil, mas também suas pares internacionais da Itália, México, África do Sul, Turquia e Cingapura.

Para o ano que vem, Malu prevê novidades, como, por exemplo, a sinalização em LIBRAS (além da Língua Portuguesa e do Braille) e um Congresso Internacional.

MD – Se pudesse elencar uma marca da Reatech 2013, qual seria?

Malu Sevieri – Um maior número de pessoas comprando na feira. Neste ano, ao andar pelos estandes, fiquei muito contente ao notar que havia muita gente adquirindo produtos e serviços. Antes, era mais comum o visitante apenas observar os artigos, fazer pesquisa de preço, experimentar, etc. Dificilmente fechavam negócio. Isso já mudou.

Não acho que o mercado cresceu significativamente de 2012 para 2013. Acredito sim que essa mudança de comportamento se deve ao fato de os visitantes terem mudado a faixa econômica em que se enquadram. As pessoas com deficiência estão, felizmente, trabalhando mais – o que lhes permite ter um poder aquisitivo maior para levar para a casa os produtos que desejam e precisam.

Há também os programas do governo que incentivam o segmento. É importante dizer, no entanto, que muitos ainda reclamam da burocracia, principalmente da dificuldade de tirar a carteira que lhes permite comprar carro com desconto.

Ainda assim, é perceptível o progresso – e as coisas estão melhorando rapidamente! Uma tendência que precisa ser elogiada é o avanço legal. Antigamente, eram necessários três, quatro anos para aprovar uma lei. Este prazo hoje é mais curto. Na abertura da Reatech, comemoramos a ratificação pelo Congresso Nacional da lei que regulamenta a aposentadoria especial da pessoa com deficiência.

MD – Algum outro destaque da Reatech 2013?

Malu Sevieri – A presença internacional. Este foi um ano que conseguimos trazer expositores de fora do Brasil, com destaque para fornecedores de Tecnologia Assistiva de ponta. Essa maior presença traz muitos benefícios ao país. Em primeiro lugar, isso representa mais novidade e maior oferta de produtos no mercado, o que amplia a concorrência e ajuda a reduzir o preço. Infelizmente, os bens e serviços para pessoas com deficiência ainda são muito caros no Brasil. Em segundo lugar, esse mesmo ambiente implica a melhoria da qualidade dos produtos que são fabricados no mercado doméstico. Todos saem ganhando.

MD – Para a Reatech 2014 quais serão as novidades?

Malu Sevieri – Como percebo um crescimento significativo da presença da comunidade surda na feira, vamos trazer mais novidades para este público. Essa maior participação implica inclusão para todos e tenho de me adequar a esse movimento. Além de toda a sinalização em Braille e a colocação de piso tátil que a Cipa já realiza, a Reatech 2014 contará com todas as placas na Língua Brasileira de Sinais (LIBRAS); além do Português, é claro. Estaremos certamente mais bem adaptados.

Ano que vem também haverá um Congresso Internacional. Como a Cipa Fiera Milano está fazendo a Reatech pelo mundo – a de Cingapura aconteceu em fevereiro; teremos a da Itália a partir de 10 de outubro e a da Turquia em 1º de novembro; além de África do Sul e México em 2014 –, minha ideia é trazer um palestrante de cada lugar que abriga uma edição da feira para o Brasil. Eles serão convidados a contar como é a realidade da pessoa com deficiência em seus países: desde a relação das entidades com os governos, o dia-a-dia, os benefícios a que esse público tem acesso, etc. Há muita coisa em nosso país que está, por exemplo, em estágio mais avançado que a realidade de nações europeias. Por exemplo, a isenção para PcD na venda de automóveis não existe na Itália. Em resumo, a ideia é trazer esses palestrantes e chamar porta-vozes dos governos do estado de São Paulo e federal para assistir, compartilhar ideias, experiências, etc. Será uma vivência muita rica.

Malu Sevieri: Teremos sinalização em LIBRAS e Congresso Internacional na Reatech 2014

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